Osteomielite plantar por Candida parapsilosis secundária a migração tardia de silicone industrial glúteo em mulher trans: relato de caso

Autores/as

  • Jorge Miguel Gonzales Dutra Hospital Estadual de Anápolis (Heana), Anápolis, GO, Brazil https://orcid.org/0000-0002-9290-1644
  • Igor Gabriel Silva Oliveira Hospital Estadual de Anápolis (Heana), Anápolis, GO, Brazil
  • Cláudio Silva Santos Hospital Estadual de Anápolis (Heana), Anápolis, GO, Brazil
  • Natalino Lucas Netto Sanches Hospital Estadual de Anápolis (Heana), Anápolis, GO, Brazil
  • Walter Mori Junior Hospital Estadual de Anápolis (Heana), Anápolis, GO, Brazil
  • Gabriel Barcelos de Freitas Hospital Estadual de Anápolis (Heana), Anápolis, GO, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.30795/jfootankle.2026.v20.2037

Palabras clave:

Osteomyelitis; Transgender persons; Silicones.

Resumen

Injeções clandestinas de silicone líquido industrial para fins estéticos, especialmente em mulheres trans, podem causar complicações tardias, incluindo migração distal do silicone, granuloma de corpo estranho e infecção oportunista, mesmo anos após o procedimento. Pacientes diabéticos com histórico de infiltrações repetidas estão particularmente suscetíveis. Paciente feminina trans, 56 anos, diabética, apresentou dor plantar crônica tratada inicialmente como fasciite plantar, com oito infiltrações de corticoide, sem melhora. Evoluiu com edema e hiperemia em hálux, sugestivo de artrite gotosa. RM pré-operatória sugeriu osteomielite do calcâneo e coleções plantares. Durante cirurgia, na região do calcâneo, foi encontrado líquido claro semelhante ao previamente drenado do antepé. Fragmento ósseo coletado do calcâneo positivou para Candida parapsilosis, sensível a caspofungina, anfotericina B e voriconazol, resistente a fluconazol. Coleção plantar distal mostrou silicone migrado e reação de corpo estranho. O caso evidencia migração tardia de silicone industrial da região glútea para pé, com reação granulomatosa e osteomielite oportunista por Candida parapsilosis, provavelmente facilitada por infiltrações repetidas de corticoide em paciente diabético. Esse cenário raramente é descrito na literatura, principalmente com envolvimento ósseo. Em mulheres trans com histórico de silicone industrial e dor plantar crônica, coleções subcutâneas e sinais de osteomielite podem representar coinfecção fúngica oportunista. Diagnóstico preciso, coleta de material para cultura específica e manejo multidisciplinar (ortopedia, infectologia, cirurgia/plástica) são essenciais para preservação funcional e cura clínica.

 PALAVRAS CHAVE: Osteomielite; Pessoas transgênero; Silicones.

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Publicado

2026-04-23

Cómo citar

Gonzales Dutra, J. M., Silva Oliveira, I. G., Silva Santos, C., Netto Sanches, N. L., Mori Junior, W., & Barcelos de Freitas, G. (2026). Osteomielite plantar por Candida parapsilosis secundária a migração tardia de silicone industrial glúteo em mulher trans: relato de caso. Journal of the Foot & Ankle, 20(Suppl 1). https://doi.org/10.30795/jfootankle.2026.v20.2037